• Maly Motta

Você se culpa por não salvar o outro?

Atualizado: Ago 13


Eu não sei você mas, anos atrás, já me culpei muito por não conseguir salvar o outro.


Quando eu via amigos e familiares sofrendo, eu os incentivava a seguirem a solução que eu acreditava que seria para o sofrimento deles ou, pelo menos, para a melhoria. Mas o que acontecia? A maioria não me ouvia e continuava com as mesmas dores e reclamações.


E mais uma vez, eu lá estava, escutando e me envolvendo emocional e energeticamente com eles, sofrendo junto. Eu gritava e xingava, mas eles pareciam não me escutar. E não me escutavam mesmo, Sabe por quê?


Porque cada um sabe o que quer viver em determinado momento. Muitas vezes um amigo ou familiar seu vai lhe dizer que não aguenta mais sofrer e que não sabe como sair daquela dor, mas essa fala é incoerente com o que ele está disposto a fazer. Muitos deles se alimentam desse queixume, de “empurrar com a barriga”, de adiar escolhas que só eles podem fazer...


Muitos querem a melhoria, mas não querem pagar o preço dela.


Para que alguém mude, é preciso que:

Sinta que chegou a hora da sua mudança;

Saiba que essa mudança requer uma transformação exclusivamente sua - e não do outro;

Escolha adquirir novos pensamentos, sentimentos e atitudes para que deixe os velhos hábitos;

Se veja o único responsável pela sua mudança e não culpe o outro pela sua dor;

queira pagar o preço emocional e financeiro dessa mudança - que a princípio parece doloroso, mas é libertador.


Se você quiser parar de se angustiar com quem escolhe não mudar de vida, você deve acreditar que ele seja o único responsável por essa dor que vive e que insiste em viver, transformando-a em sofrimento (eterno). Foi ele quem atraiu essa dor e, se ainda está dentro dela, é porque a função dela de transmitir aprendizado(s) a ele ainda não foi cumprida. Ou seja: ele não entendeu a mensagem que ela veio trazer porque ele ainda escolhe estar fechado para o novo, porque algumas vezes falta humildade para se adaptar a um tempo novo que chegou.


Muitas dessas pessoas se prendem no passado e se recusam a aceitar o presente. Desenvolverão assim a depressão. Eles recusam se adaptar a uma nova realidade ou se recusam a criar uma melhor realidade para a vida deles e viverão sempre no mesmo. Para eles, a vida será sempre chata, injusta e eles serão sempre vítimas de alguém, do sistema ou de alguma(s) doença(s).


Devemos lembrar que cada um tem o livre arbítrio para guiar a sua vida como quiser. Se você deseja ajudar alguém, ajude. Leve dicas, livros, revistas, converse, ofereça de presente o serviço de algum profissional da sua confiança, MAS NÃO SOFRA COM A DECISÃO DELE.


Se você sofre com o fato do outro não aceitar fazer essa mudança na vida dele, você baixa a sua vibração energética e se alinha à vibração energética dele, trazendo para o seu campo emoções desagradáveis que lhe gerarão dores emocionais e/ou físicas porque elas serão somatizadas no seu corpo. Daí doenças poderão surgir em você.


A culpa é destrutiva para qualquer pessoa. Exclua ela da sua vida! Se sentir responsável pela escolha dele de não mudar também é uma crueldade com você, pois essa responsabilidade só cabe a ele.


Se você acha que ao sofrer com ele estava sendo empática, vou te contar um segredo:


Empatia jamais é sofrer a dor do outro. Impossível! Você nem consegue porque toda dor é única.

Empatia é você escutar atentamente o outro e compreender o que ele entende como seus motivos e dores, respeitando o pensamento dele. Se… E somente se ele demonstrar que quer ajuda, você oferece suas dicas e percepções, mas precisará respeitar o que ele fará com isso. Se guardará na gaveta ou se vai usar e mudar a própria realidade.


Você só vai parar de sofrer quando acreditar que: NINGUÉM CURA NINGUÉM! Acredite: SÓ A PRÓPRIA PESSOA SE CURA. E ainda assim, quando se der essa permissão e no tempo que achar mais apropriado para si.


Agora, diante desse conhecimento, está com você a autorresponsabilidade de escolher:

Se angustiar e sofrer com a dor do outro;

Respeitar a decisão dele.


Caso você escolha a opção B e a sua mente lhe diga que você está sendo egoísta e uma má pessoa, lembre-se que esses conceitos são antigos e nada tem que ver com a pessoa respeitosa e empática que você está se tornando.


E me conte aqui nos comentários, você vive essa angústia?


Com amor,



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