• Maly Motta

7 passos para você ter paciência com o outro



Todo relacionamento é feito na base de uma interação com o outro. Há fala, escuta, pedido, frustração, expectativa... E nesse movimento todo, quem tem inteligência relacional se relaciona melhor. Quem não tem... Se estressa!


Quando você é inteligente relacionalmente, você já percebe que o outro é diferente de você e que isso não é motivo de atrito, mas de respeito e autotransformação. Mas quando você não tem inteligência relacional, você insiste em querer mudar o outro, a não respeitar o momento evolutivo dele nem a sua bagagem emocional e já se irrita porque ele não acompanha os seus passos.


A PACIÊNCIA é um primordial pilar para a inteligência relacional. Quando você treina ser paciente, você desenvolve a inteligência no trato com o outro.


Trago agora para você os 7 passos que eu uso para ser mais paciente em qualquer relacionamento (amoroso, familiar, profissional, social etc). Se você é como eu que adora uma listinha, reserve o seu CADERNO DA AUTOTRANSFORMAÇÃO e nele vá tomando nota de tudo que vou te passando aqui no blog, no seu e-mail e no meu instagram (a propósito, você já me segue lá? :) Caso não, clique aqui )


Passo 1: RESPEITE O JEITO DO OUTRO SER E O TEMPO DELE PROCESSAR O QUE VOCÊ DIZ.


Se você tem um familiar que bagunça a cozinha, sacode a mão molhada e respinga água em todo lugar e isso acaba lhe irritando, experimente entender que esse é o jeito dele. Treine respeitar isso. E se você já pediu a ele 47x para ele mudar isso e ele não mudou, é porque ele não ainda não viu benefício em mudar ou porque ele não concordou com o seu pedido. Ou seja: o tempo dele processar o que você disse ainda não é agora. Pode ser que lá na frente a ficha dele caia e ele mude. Enquanto isso, vá buscando focar em outros pontos positivos dele para que você consiga lidar com mais leveza e menos irritação.


Passo 2: EVITE LEVAR TUDO PELO LADO PESSOAL


Você acha que as pessoas lhe perseguem? Você acha que elas implicam apenas com vocês? Nem sempre! Muitas vezes elas reclamaram de algo que você fez ou falou mas que nada tem a ver com você. Pode ser que tenha a ver com aquela irritação que ela já trouxe de casa, da discussão que teve com o marido e que fez ela acreditar que nada dá certo na vida dela. Aí o que você falou ou fez só ativou mais uma faísca do fogo que já estava aquecendo dentro dela. Percebe que não tem muito que ver com você? Acredite nisso.


Passo 3: VEJA A INTENÇÃO POSITIVA POR TRÁS DO ATO DELE


Todo mundo tem dores, medos, traumas e busca por segurança. Cada um faz o que acha que seja melhor para si (e alguns também pensam no outro). Mas fato é que se alguém fez ou falou algo, foi por um desejo de se defender, de se expressar, de se autoafirmar, de se valorizar... Então desenvolva empatia e entenda que ele muitas vezes imaginou que seria o melhor a ser feito - ao menos para que ele ficasse bem. Então pode ter agido pelo instinto de sobrevivência e não necessariamente para lhe maltratar.


PASSO 4: RESPIRE CONSCIENTEMENTE ANTES DE SURTAR


Respirar conscientemente é respirar com consciência. É trazer a atenção para o momento presente e assim desenvolver a consciência do que você faz nessa hora: RESPIRAR! Ao fazer isso, por minutos você tira o foco do atrito e foca no seu corpo, no ar que entra e sai de você movimentando a energia em você. Ao respirar conscientemente você oxigena o seu cérebro, desacelera os pensamentos e pode equilibrar o emocional com o racional. Faça assim: descruze pernas e braços; inspire lentamente pelo nariz, segure um pouco o ar nos pulmões e expire lentamente pela boca. Eu não gosto de sugire uma quantidade de segundos para cada uma dessas 3 etapas da respiração porque isso é desconfortável para os iniciantes nessa prática. Então deixo você livre para escolher a intensidade dessa respiração - de jeito que seja confortável. Você merece esse autocuidado.


PASSO 5: ESFRIE A CABEÇA ANTES DE FALAR SOBRE O CONFLITO


O passo anterior já vai lhe ajudar nisso, mas se ainda não for suficiente, deixe para conversar sobre o conflito no dia seguinte ou dias após. Dessa forma você poderá processar melhor sobre o ocorrido, analisar o que houve, quais as suas emoções, quais lembranças do passado ressurgiram e com elas vieram a raiva e a decepção que já eram antigas em você (de eventos anteriores). Você poderá também aprimorar os seus argumentos e desenvolver um diálogo mais afetivo.


E se quiser saber mais sobre como desenvolver uma comunicação assertiva e efetiva, clique aqui.


PASSO 6:EVITE GRITAR. A SUA VOZ BAIXA CONECTA MAIS


Há pessoas que acham que ao gritar irão impor respeito. Ledo engano! O grito gera desconforto emocional em quem fala e em quem ouve, gera medo e consequentemente, agressividade. Quando você grita você afasta o outro e ele já se blinda para tudo que você disser. Ele já pensa na sua defesa. Ou seja: a comunicação deixará de ser efetiva e será agressiva. Quando você fala com a voz baixa, você ganha a admiração, o respeito, a simpatia e a atenção do outro, gerando assim mais conexão na relação.


PASSO 7: O OUTRO PODE ESTAR PASSANDO POR UM MOMENTO DIFÍCIL. SEJA AMOROSO(A)!


Ninguém está no coração de ninguém. Você não sabe como foi a noite da pessoa, se ela teve um pesadelo e acordou triste. Você não sabe se ela bateu o carro antes de chegar no trabalho e está preocupada porque isso vai comprometer os recursos financeiros da família. Ou se discutiu com a mãe pelo telefone logo cedo. Você não sabe se ela está com uma dívida financeira alta que a fez perder o sono ou se está se sentindo muito abandonada ou desvalorizada por alguém. Há quem esteja até pensando em tirar a própria vida, você a vê sorrindo e você nem sabe… Ou seja: emane amor e calma nas horas do atrito. A relação ganha com isso! E em outro momento vocês ajustam o que pode ser ajustado.


Qual desses passos você acha mais desafiador? Me conta nos comentários.


Com amor,



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©2020 por MALY MOTTA TREINAMENTOS e TERAPIAS HOLÍSTICAS.